Relembrando Kardec

28 \28e junho \28e 2008

Escrito por Christiano Torchi

Hippolyte Léon Denizard Rivail, nome civil de Allan Kardec, reencarnou em Lyon, França, aos 3 de outubro de 1804, como filho de Jean Baptiste Antoine Rivail (juiz de direito) e de Jeanne Louise Duhamel, ambos católicos.

Aproximadamente aos dez anos, foi encaminhado a Yverdun, cidade da Suíça, a fim de completar seus estudos em uma escola-modelo da Europa, que funcionava em regime de internato, dirigida pelo célebre pedagogo Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827).

Aos dezoito anos, retornou à França, fixando-se em Paris, centro da cultura mundial, onde predominava a corrente filosófica do Positivismo, defendida por Augusto Comte. Rivail dedicou-se à instrução e à educação durante aproximadamente trinta anos, tendo sido, inclusive, diretor de escola e professor. Escreveu vários livros didáticos sobre diversos assuntos, entre os quais, aritmética, gramática francesa, química, física, astronomia e anatomia comparada.

Influenciado pelas idéias de Pestalozzi, também escreveu livros sobre a reforma do ensino. Mais tarde, foi compelido a deixar o magistério em virtude do regime educacional implantado na época do imperador Napoleão I, que restringia a liberdade de ensino. Em 1852, teve problemas de vista e quase ficou cego.

Estudou durante trinta e cinco anos o magnetismo, adquirindo sólidos conhecimentos a respeito. Exerceu, ainda, a função de contabilista e tradutor de obras estrangeiras, uma vez que dominava outras línguas, além do francês, entre elas, alemão, inglês, italiano e espanhol.

Zeus Wantuil e Francisco Thiesen, na obra Allan Kardec, esclarecem que, aos 24 anos, sua preocupação científica e seu caráter eminentemente positivo o fariam escrever numa obra sobre Educação Pública: “Aquele que houver estudado as ciências rirá, então, da credulidade supersticiosa dos ignorantes. Não mais crerá em espectros e fantasmas, não mais aceitará fogos-fátuos por Espíritos”.

Foi, portanto, como racionalista estudioso, avesso ao misticismo, que ele se pôs a examinar os fatos relacionados com as “mesas girantes e falantes”, fenômeno que eclodiria, mais tarde, na Europa, chamando a atenção do mundo inteiro (Obras Póstumas, Feb, p. 265-276).

A esse respeito, analisemos o pensamento transparente do próprio Kardec: “Tendo adquirido, no estudo das ciências exatas, o hábito das coisas positivas, sondei, perscrutei esta nova ciência (o Espiritismo) nos seus mais íntimos refolhos; busquei explicar-me tudo, porque não costumo aceitar idéia alguma, sem lhe conhecer o como e o porquê.”– (O Que é o Espiritismo, p. 79).

Aos vinte e oito anos, casou-se com Amélie Gabrielle Boudet, também professora e escritora, nove anos mais velha que ele. Não tiveram filhos, o que permitiu ao casal dedicação intensa à nobre missão de educar.

O contato com os espíritos

Aos cinqüenta anos, o professor Rivail tomou conhecimento, pela primeira vez, da existência das mesas girantes e falantes, por meio do Sr. Fortier (outro estudioso do magnetismo). Certa vez, Rivail encontrou-se com um amigo (Sr. Carlot) e este lhe contou a novidade: compareceu a uma reunião em que as mesas não apenas se movimentavam, mas também se comunicavam.

Rivail não levou a sério tal notícia, em virtude do temperamento brincalhão do informante. Entretanto, ao avistar-se novamente com o Sr. Fortier, este lhe confirma as observações do Sr. Carlot. Diante de tão incrível informação, esta foi a reação “positivista” de Rivail: “Só acreditarei quando vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula. Até lá, permita que eu não veja no caso mais do que um conto da carochinha”. A maioria dessas reuniões, praticada nas rodas sociais, era pública e de caráter leviano, em que as pessoas faziam perguntas fúteis aos espíritos, com relação ao passado, ao futuro e aos fatos corriqueiros da vida particular de cada um.

Levado pelo Sr. Fortier a uma reunião privada, de caráter sério, na residência da Sra. Planeimason, Rivail confirma o que lhe haviam dito. A princípio, Rivail, apoiado nos estudos do magnetismo, considerou que o movimento das mesas pudesse ocorrer por causa dos fluidos elétricos emanados do próprio corpo físico, mas, posteriormente, verificou que os fenômenos provinham de uma causa inteligente independente do médium.

Foi então que o eminente professor passou a comparecer a essas reuniões, movido pelo espírito de pesquisa, oportunidade em que formulava perguntas elaboradas por antecipação, algumas de cunho filosófico e científico. Percebeu, então, que nem todos os espíritos sabiam respondê-las, enquanto outros o faziam com uma profundidade jamais vista. Deduziu, a partir destas observações, que a simples morte física dos homens não os transforma em santos ou sábios. Eles continuam a ser o que foram em vida, com suas virtudes e com seus defeitos.

Ante a importância da magna revelação da Espiritualidade trazida à Terra, Rivail exclamou: “Entrevi naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim investigar a fundo. […] Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenômenos, a chave de um problema obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurara em toda a minha vida. Era, em suma, toda uma revolução nas idéias e nas crenças; fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspecção [seriedade] e não levianamente; ser positivista e não idealista, para não me deixar iludir”.

Perto dos 50 anos, pela primeira vez, Rivail tomou conhecimento oficial da sua missão de codificador da doutrina espírita, por meio de uma comunicação espiritual. Foi na casa do Sr. Roustan, através da médium Japhet. O espírito, que se autodenominou “Espirito de Verdade”, disse-lhe: “Confirmo o que foi dito, mas recomendo-te discrição, se quiseres sair-te bem. Tomarás mais tarde conhecimento de coisas que te explicarão o que ora te surpreende. Não esqueças que podes triunfar, como podes falir. Neste último caso, outro te substituiria, porquanto os desígnios de Deus não assentam na cabeça de um homem.”

A missão de Rivail foi confirmada por mais duas vezes, através de médiuns diferentes, em ocasiões e lugares distintos. Assim que tomou consciência da gravidade do chamado que ecoava do Mundo Maior, elevou uma prece ao Criador, mais ou menos nestes termos: “Senhor! pois que te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos teus desígnios, faça-se a tua vontade! Está nas tuas mãos a minha vida; dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a minha boa-vontade não desfalecerá, as forças, porém, talvez me traiam. Supre a minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias. Ampara-me nos momentos difíceis e, com o teu auxílio e dos teus celestes mensageiros, tudo envidarei para corresponder aos teus desígnios.”

A missão de Kardec

Antes das confirmações de sua missão, Rivail não estava muito motivado com o trabalho que se lhe antepunha, pois não se sentia à altura de exercer tarefa de tamanha magnitude, o que demonstra, mais uma vez, a humildade e a grandeza moral do codificador. Nessa época, alguns amigos e intelectuais insistiram para que aceitasse a tarefa. Eles, que já coletavam material há mais de cinco anos, passaram-lhe cinqüenta cadernos com centenas de comunicações de inúmeros espíritos, colhidas por meio de diferentes médiuns, que cabia a Rivail estudar, classificar, coordenar, organizar e deduzir-lhes as conseqüências. E assim o fez, continuando a freqüentar as reuniões mediúnicas sérias, ocasião em que fazia várias perguntas, submetendo ao crivo da razão e da lógica os ensinamentos dos espíritos. Quando se deu conta, estava totalmente envolvido no projeto, época em que teve a inspiração de reunir aquelas informações em livros, sendo o primeiro deles O Livro dos Espíritos, em forma de perguntas e respostas, finalmente publicado em 18 de abril de 1857.

Faz-se relevante mencionar que Kardec teve, a princípio, grande dificuldade de aceitar o princípio da reencarnação, que não lhe passava pela idéia. Vejamos a sua opinião a respeito: “Esta teoria [da reencarnação] estava tão longe do nosso pensamento quando os espíritos no-la revelaram, que ela nos surpreendeu de maneira estranha, porque, confessamo-lo com toda a humildade, o que Platão havia escrito sobre esse assunto especial nos era totalmente desconhecido, mais uma prova, entre mil outras, de que as comunicações que nos têm sido dadas não refletem, absolutamente, a nossa opinião pessoal. A doutrina dos espíritos acerca da reencarnação nos surpreendeu, pois; diremos mais: contrariou-nos, porque lançava por terra nossas próprias idéias.”.

Por ser o seu nome muito conhecido no mundo científico, em virtude dos seus trabalhos anteriores, e podendo originar confusão, talvez mesmo prejudicar o êxito do empreendimento de formular a codificação, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, segundo lhe revelara o seu orientador espiritual, ele tivera em uma encarnação recuada, enquanto sacerdote druida.</P

Adotando o pseudônimo de Allan Kardec, o Professor Hipollyte Léon Denizard Rivail deu grande demonstração não somente de fé, mas igualmente de humildade, considerando que seu nome civil era bastante conhecido e respeitado na França, não somente em virtude de suas obras publicadas, mas também porque descendia de antiga e conceituada família, cujos membros brilharam na advocacia e na magistratura.

Na busca da verdade, Kardec utilizou-se do método intuitivo-racionalista, divulgado por Pestalozzi (1746-1827), na investigação dos fatos, considerando o valor da análise experimental, através da observação e do uso do raciocínio, da analogia, para daí se extraírem, por indução, os resultados e se chegar a enunciados gerais. Dora Incontri, em sua obra Educação e Ética, elucida em que bases se deu a metodologia utilizada pelo codificador: “Procedei do conhecido para o desconhecido; do particular para o geral; do concreto para o abstrato; do mais simples para o mais complicado; primeiro, a síntese, depois a análise. Não a ordem do assunto, mas sim a ordem da natureza.”.

Kardec fundou, em Paris, no dia 01 de janeiro de 1858, a Revista Espírita, palco de maturação e divulgação das idéias espíritas, e, no dia 01 de abril de 1858, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, onde, durante mais de onze anos, com o concurso de estudiosos e cientistas de renome, se dedicou à pesquisa e ao estudo dos fenômenos psíquicos (Obras Póstumas, Feb, p. 294-295).

Passada a fase de curiosidade dos fenômenos, o Espiritismo foi muito perseguido, de todas as maneiras. Destaca-se, entre as perseguições, a inclusão das obras espíritas no Index Librorum Prohibitorum e a queima de livros espíritas na Espanha, pela Igreja Católica, no famoso episódio conhecido por Auto-de-fé de Barcelona.

Kardec sabia, por orientação da Espiritualidade Maior, que não teria tempo nem saúde para dar seqüência à imensa tarefa de divulgação da doutrina espírita e que outros trabalhadores valorosos continuariam o seu empreendimento. Ele estava consciente, também, de que, se quisesse aprofundar o trabalho que começou, necessitaria mesmo de uma nova encarnação. As leis naturais teriam que se cumprir sem privilégio algum para ele.

Depois de intensa atividade, à qual se dedicou com amor, lealdade, afinco e esforço heróico à causa, Allan Kardec desencarnou com 65 anos incompletos. O desenlace aconteceu em Paris, em 31 de março de 1869, quando estava trabalhando nos preparativos para mudança de endereço. Ao atender um caixeiro-viajante, que estava comprando um número da Revista Espírita, caiu fulminado por um aneurisma cerebral (acidente cardiovascular). Narram os seus biógrafos que o desenlace do mestre de Lyon ocorreu de forma bastante serena.

O corpo do codificador foi sepultado no Cemitério Montmartre, em Paris, na França. Durante o sepultamento, Kardec foi aclamado pelo astrônomo e escritor francês Camille Flammarion (1842-1925) como o “bom senso encarnado”, devido à sua grande inteligência, imparcialidade, discernimento, coerência, zelo e equilíbrio emocional que sempre orientou a sua vida particular e, especialmente, na condução da magna tarefa da codificação da doutrina espírita.

Posteriormente, numa homenagem dos amigos mais íntimos, seus restos mortais foram transferidos para o Cemitério de Pere-Lachaise, conhecido como “Cemitério do Leste”, na mesma cidade, onde foi construído, em granito bruto, um dólmen (monumento ao estilo dos costumes dos povos druidas, com os quais partilhara uma de suas encarnações), com a seguinte inscrição em seu pórtico, que bem resume a doutrina espírita: “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei.” Este monumento encontra-se, até hoje, no mesmo local, aberto à visitação do público.

Sem dúvida, o conhecimento da biografia dos grandes homens auxilia muito no entendimento e na interpretação de suas obras, que invariavelmente recebem grande influência do meio.

Publicado na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 44.

Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte.

Anúncios

O que é mediunidade?

28 \28e junho \28e 2008

Escrito por Edvaldo Kulcheski

Como ela ocorre e se desenvolve? Com que objetivo uma pessoa possui uma capacidade mediúnica? Quais os perigos de uma mediunidade desequilibrada e o que fazer para mantê-la em equilíbrio?

Mediunidade é a faculdade humana pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos. É uma faculdade natural, inerente a todo ser humano, por isso, não é privilégio de ninguém. Em diferentes graus e tipos, todos a possuimos. O que ocorre é que, em certos indivíduos mais sensíveis à influência espiritual, a mediunidade se apresenta de forma mais ostensiva, enquanto que, em outros, ela se manifesta em níveis mais sutis.

A mediunidade é, pois, a faculdade natural que permite sentir e transmitir a influência dos espíritos, ensejando o intercâmbio e a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. Trata-se de uma sintonia entre os encarnados (vivos) e os desencarnados (mortos), permitindo uma percepção de pensamentos, vontades e sentimentos. O Espiritismo vê a mediunidade como uma oportunidade de servir, de praticar a caridade, sendo uma benção de Deus que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os “débitos”, ou seja, desajustes adquiridos em encarnações anteriores.

É graças à mediunidade que o homem tem a antevisão de seu futuro espiritual e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à erraticidade, trazendo informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que absorve do contato mantido com os desencarnados. Assim, possui uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza de suas responsabilidades de espírito imortal.

Sendo inerente ao ser humano, a mediunidade pode aparecer em qualquer pessoa, independentemente da doutrina religiosa que abrace. A história revela grandes médiuns em todas as épocas e todos os credos. Além disso, a mediunidade não depende de lugar, idade, sexo ou condição social e moral.

A ação dos espíritos

Diz a questão 459 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações? A este respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes, são eles que vos dirigem”.

A idéia da ação dos espíritos não nasceu com o Espiritismo, já que sempre existiu desde as épocas mais remotas da vida humana na Terra. Todas as religiões pregam sobre a ação dos espíritos de forma direta ou indireta e nenhuma nega completamente estas intervenções. Inclusive, criaram dogmas e cerimônias relativas a elas, como promessas (pedir alguma forma de ajuda para um espírito em troca de um sacrifício) e exorcismos (cerimônia religiosa para afastar o “demônio” ou os espíritos maus).

A ação mediúnica não está limitada às sessões, vivemos mediunicamente entre dois mundos e em relação permanente com entidades espirituais. Isto se dá porque muitos espíritos povoam os mesmos espaços em que vivemos, muitas vezes nos acompanhando em nossas atividades e ocupações, indo conosco aos lugares que freqüentamos, seguindo-nos ou evitando-nos conforme os atraimos ou repelimos.

Estamos cercados por espíritos e sua influência oculta sobre os nossos pensamentos e atos se faz sentir pelo grau de afinidade que mantivermos com eles. Inúmeros espíritos benfeitores também se comunicam conosco, por via inspirativa ou intuitiva, todas as vezes em que nos dispomos a ser úteis aos nossos irmãos em nossa vida social. Quantas vezes um conselho sensato e oportuno que damos sob a intuição de um benfeitor espiritual consegue mudar o rumo de uma vida e até, em certos casos, salvar ou evitar que uma família inteira seja precipitada no abismo de uma desgraça? O amor verdadeiro e desinteressado não requer lugar nem hora especial para ser praticado, pois o nosso mundo, com o sofrimento da humanidade torturada, é igualmente um vasto campo de serviço redentor.

Entretanto, não julguemos que a mediunidade nos foi concedida para um simples passatempo ou para a satisfação de nossos caprichos. Ela é coisa séria e, possuindo-a, devemos procurar suavizar os sofrimentos alheios. Ao desenvolvermos a mediunidade, lembremo-nos de que ela nos é dada como um arrimo para conseguirmos mais facilmente a perfeição, para liquidarmos mais suavemente os pesados “débitos” que contraímos em existências passadas e para servirmos de guia aos irmãos que se encontram mais desajustados espiritualmente.

Mediunidade em desarmonia

Existem alguns sinais mais freqüentes do aparecimento da mediunidade em desarmonia, que são: cérebro perturbado, sensação de peso na cabeça e ombros, nervosismo (ficamos irritados por motivos sem importância), desassossego, insônia, arrepios (como se percebêssemos passar alguma coisa fria), sensação de cansaço geral, calor (como se encostássemos em algo quente), falta de ânimo para o trabalho e profunda tristeza. Precisamos usar nosso bom senso para percebermos com clareza se os sintomas acima citados são frutos de uma obsessão espiritual, indicando uma mediunidade desequilibrada, ou o resultado de uma auto-obsessão, um desequilíbrio nosso mesmo, gerando neuroses e outros tipos de distúrbios. Muitas vezes, a ajuda de um psicólogo, de preferência espírita ou espiritualista, é necessária.

Mas o que o médium deve fazer nestes momentos de alterações emocionais? Todo iniciante, a fim de evitar inconvenientes na prática mediúnica, primeiramente deve se dedicar ao indispensável estudo prévio da teoria e jamais se considerar dispensado de qualquer instrução, já que poderá ser vítima de mil ciladas que os espíritos mentirosos preparam para lhe explorar a presunção.

Junto com o conhecimento teórico, o médium deve procurar desdobrar a percepção psíquica sem qualquer receio ou temor. Na orientação do desenvolvimento mediúnico, é importante que ele procure as instruções espíritas, para evitar percalços e dissabores. É aconselhável o desenvolvimento mediúnico em grupos especialmente formados para isto, pois pessoas bem orientadas, que se reúnem com uma intenção comum, formam um ambiente coletivo bem favorável ao intercâmbio. É importante também que o médium jamais abuse da mediunidade, empregando-a para a satisfação da curiosidade.

Reforma Íntima – o fundamental

Educar e desenvolver a mediunidade é aprender a usá-la. Para que sejamos bem-sucedidos, devemos cultivar virtudes como a bondade, a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade e a sinceridade. A mediunidade não se desenvolve de um dia para o outro, por isso, devemos ter muita paciência. Sem perseverança, nada se alcança, pois o desenvolvimento exige que sejamos sempre persistentes. Ter boa vontade é comparecer às sessões espíritas com alegria e muita satisfação. A humildade é a virtude pela qual reconhecemos que tudo vem de Deus e, se faltarmos com a sinceridade no desempenho de nossas funções mediúnicas, mais cedo ou mais tarde sofreremos decepções.

Ensinamentos é que não faltam em todas as circunstâncias de manifestações da vida. A faculdade mediúnica em harmonia pode fazer grandes coisas. A educação pode começar no simples modo de falar aos outros, transmitindo brandura, alegria, amor e caridade em todos os atos da vida.

A mediunidade se desenvolve naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para a captação mental e sensorial de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca, o qual nos afeta com suas vibrações psíquicas e afetivas. Da mesma forma que a inteligência e as demais faculdades humanas, a mediunidade se desenvolve no processo de relação.

Quando a mediunidade aflorar sem um preparo prévio do médium, é preciso orientá-lo para que os fenômenos se disciplinem e ele empregue acertadamente sua faculdade. Não se deve colocar em trabalho mediúnico aqueles que apresentam perturbações ou que possuam desconhecimento sobre o assunto. Primeiramente, é preciso ajudar a pessoa a se equilibrar no aspecto psíquico, através de passes, vibrações e esclarecimentos doutrinários.

É fundamental que o médium busque sua reforma íntima com sinceridade. Através de uma compreensão maior acerca da vida, despertando sentimentos como compaixão, respeito, humildade etc, e da prática da caridade, seremos, com certeza, instrumentos do Amor Universal. O médium também precisa ser amigo do estudo e da boa leitura, além de moderado. Por fim, deve sempre cultivar a oração diária, pois ela é um poderoso fortificante espiritual e um benéfico exercício de higiene mental.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 05.

Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte.


Apometria – Técnica de cura espiritual

28 \28e junho \28e 2008

por Érika Silveira

Conheça esta técnica valiosa de tratamento que pode auxiliar a Medicina do futuro na cura holística

À medida em que a humanidade evolui, os véus do desconhecido vão se descortinando e o conhecimento das leis espirituais, que antes era privilégio de poucos, vai sendo revelado abertamente aos pesquisadores isentos de preconceitos.

A utilização da apometria pode ser considerada como parte da evolução no tratamento espiritual, embora muitos espíritas e espiritualistas ainda não a aceitem ou a utilizem, talvez por falta de uma divulgação adequada e uma maior interação com o assunto.

A apometria é uma técnica que consiste no desdobramento espiritual (emancipação da alma, viagem astral ou projeção da consciência) por intermédio do comando da mente. “Representa o clássico desdobramento entre os componentes materiais somáticos do homem e sua constituição espiritual”, de acordo com a definição do livro Apometria- Novos Horizontes da Medicina Espiritual, escrito pelo médico Vitor Ronaldo Costa e publicado pela Casa Editora O Clarim, em 1997.

Esse estado de emancipação da alma dá maior possibilidade ao médium de executar as tarefas assistenciais no plano espiritual, por poder expandir, dessa maneira, sua capacidade sensitiva, além de permitir que esteja no mesmo plano de atuação do desencarnado. Ao mesmo tempo, o paciente, que também fica em estado de emancipação, facilita seu atendimento. Isso ocorre porque no plano astral o campo energético, assim como os desequilíbrios, podem ser observados de uma forma mais ampla pela equipe tanto de trabalhadores encarnados como pelos espíritos benfeitores.

Porém, os estudiosos sérios alertam que não se trata de mediunismo e que deve ser utilizada por pessoas habilitadas, capazes e envolvidas em bons propósitos. “Tenhamos sempre em mente que a apometria é apenas um instrumento auxiliar de manuseio anímico-mediúnico, aplicado com a finalidade de facilitar o acesso do médium à intimidade energética do indivíduo enfermo”, relata o médico e autor Vitor Ronaldo. Ele complementa dizendo que a técnica da apometria, quando bem aplicada e sob a cobertura dos bons espíritos, realmente se destaca no diagnóstico de certeza e na condução da terapêutica mais indicada.

A descoberta

Implantada pelo farmacêutico-bioquímico porto-riquenho dr. Luiz Rodrigues, recebeu primeiramente o nome de hipnometria, mas foi fundamentada e desenvolvida cientificamente pelo médico gaúcho dr.José Lacerda de Azevedo.

Dr. Lacerda nasceu em 12 de junho de 1919, em Porto Alegre. Cursou o Instituto de Belas Artes e depois se formou em medicina pela Universidade do Rio Grande de Sul, em 1950. Antes mesmo de tornar-se doutor, em 1947, casou-se com Yolanda da Cunha Lacerda, uma prima que só veio a conhecer na idade adulta e que se tornou mais tarde sua grande companheira de ideais.

Cientista e pesquisador nato, dr. Lacerda sempre buscou respostas para o desconhecido e foi esse desafio que o impulsionou a fundamentar cientificamente a apometria.

Tudo começou no ano de 1965, quando o pesquisador dr. Luiz Rodrigues visitou o Hospital Espírita de Porto Alegre, local onde o dr. Lacerda participava de trabalhos de atendimento socorrista. O médico assistiu duas dessas sessões e ficou impressionado com as demonstrações de hipnometria apresentadas pelo farmacêutico, que não se considerava espírita. Desde então, iniciou sérias investigações sobre o assunto. Resolveu fazer experiências e escolheu sua esposa, Yolanda, para dar início às investigações. Para tanto, cumpriu a metodologia preconizada pelo pesquisador porto-riquenho. Logo constatou a eficiência da técnica, embora tenha preferido adotar a expressão grega Apometria. “APÓ” significa “além de” e “METRON” se refere à “medida” por julgar mais apropriado ao invés de Hipnometria, já que não havia a presença de sono durante a aplicação da técnica.

Esse foi o ponto de partida para que o médico passasse a pesquisar o assunto cada vez mais, com o objetivo de socorrer os enfermos e implantar a terapêutica espiritual. Mas os estudos cresceram mesmo quando o dr. Lacerda recebeu um convite do então presidente do Hospital Espírita de Porto Alegre, Conrado Ferrari, para assumir a Divisão de Pesquisas e levar em frente os experimentos apométricos. Para que o grupo pudesse intensificar os experimentos o trabalho foi implantado em uma casa, que inicialmente era designada para abrigar os próprios funcionários do hospital. Pelo fato da casa ser rodeada de flores e vegetação exuberante ficou conhecida como a Casa do Jardim

Por muitos anos as pesquisas foram crescendo e se aprimorando, mas foi na década de 80 que os trabalhos de apometria se expandiram, principalmente na região sul do país. Em 1990 surgiu a idéia de um encontro de grupos de apometria e, em 1992, o projeto se concretizou. Criou-se a Sociedade Brasileira de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica de Apometria.

Em decorrência do empenho em expandir o assunto, o médico gaúcho publicou dois livros: Espírito/Matéria – Novos Horizontes para a Medicina e Energia e Espírito. O primeiro está com a edição esgotada.

Dr. Lacerda desencarnou em 1997, porém o resultado de seu trabalho permanece.

A utilização

Por intermédio da projeção do perispírito, o médium pode ver e ouvir os espíritos, até mesmo trabalhar no resgate de espíritos sofredores. De acordo com dr. Lacerda, no atendimento aos enfermos, por meio da projeção, coloca-se o médium em contato com as entidades médicas do plano espiritual. Simultaneamente, o mesmo procedimento é feito com o doente, o que possibilita o atendimento do corpo espiritual do enfermo pelos médicos desencarnados, assistidos pelos médiuns em projeção que relatam os fatos que estão ocorrendo durante o tratamento.

Também pode ser utilizada como técnica eficaz no tratamento das obsessões. Essa eficácia acontece em virtude dos espíritos protetores se encontrarem no mesmo plano dos assistidos, podendo agir com maior profundidade e mais rapidez.

Vale lembrar que a projeção do perispírito, tanto do médium quanto do enfermo é obtida por intermédio do emprego de um determinado número de impulsos magnéticos, semelhantes aos passes. Embora a apometria seja uma técnica bastante simples, sua aplicação exige cuidados especiais, como uma cobertura espiritual de nível elevado. Deve ser realizada por grupos de trabalho constituídos para essa finalidade, com atividades regulares como qualquer outro grupo dedicado aos trabalhos de caridade, além da harmonia entre os componentes da equipe.

A apometria tem sido utilizada por muitos grupos como técnica eficiente em auxiliar nos processos obsessivos, já que em geral, as perturbações espirituais decorrem da ação de obsessores. Os espíritos obsessores – na verdade, espíritos infelizes – são afastados, recolhidos e conduzidos para hospitais espirituais, de acordo com seu padrão vibratório. O estado de eman-cipação da alma possibilita que os médiuns possam observar melhor as ligações obsessivas, as áreas do organismo perispiritual atingidas, entre outros fatores.

Isso torna o tratamento muito mais completo por possibilitar o atendimento tanto do paciente quanto dos espíritos perturbadores que o acompanham. Na maioria das vezes, o enfermo nada registra, a não ser em casos de pessoas com maior sensibilidade.

Tratamento integral

Chegará um tempo em que a medicina tratará o Homem de forma integral, unindo os tratamentos físico e espiritual realizados por médicos encarnados e desencarnados. Mesmo porque, a maioria das doenças se inicia no perispírito e depois se manifesta no corpo físico.

Segundo relatos de pesquisadores e de grupos que utilizam a metodologia, independente de religião ou credo, sua aplicação adequada poderá cada vez mais ajudar a expandir o campo da medicina integral. E quanto mais conhecida essa técnica, mais auxiliará os espíritas nos trabalhos de desobsessão e atendimentos espirituais. Paralelamente, novos horizontes se abrirão quando a medicina reconhecer a existência do espírito e que uma infinidade de enfermidades que se manifestam na atualidade podem ter sido causadas no corpo perispiritual em existência passada.

Publicado na Revista Cristã de Espiritismo – ed. 30

Ao usar o texto, por favor, citar o nome do autor e a fonte


Cromoterapia

28 \28e junho \28e 2008

A Cromoterapia é uma ciência que usa a cor para estabelecer o equilíbrio e a harmonia do corpo, da mente e das emoções.

Vem sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações, como no Egito antigo, nos templos de luz e cor de Heliópolis, como também na India, na Grecia, na China, onde suas aplicações terapêuticas foram comprovadas através da experimentação constante e verificação de resultados.

Atualmente há estudos onde se determina qual a cor mais adequada para ambientes de estudo, ou de trabalho, ou hospitais,etc. Até nas propagandas o uso de cores é estudado, dependendo do objetivo a que se quer chegar, o público alvo e o produto que está sendo trabalhado.

A Cromoterapia é baseada nas sete cores do espectro solar e cada cor tem uma vibração específica, atuando desde o nível físico até os mais sutis.

Querer catalogar, classificar as cores, é limitar o poder da luz. Cada cor tem uma infinidade de aplicações, pois elas são utilizadas conjugadas a outras energias que estão além dos sentidos, em outras dimensões. Por isso, eventualmente, pode-se usar determinada cor conseguindo-se determinado efeito e, em circunstância diferente, é preciso usar outra até aparentemente antagônica para conseguir o mesmo efeito.

Para cada pessoa deverá ser feita uma sensibilização diferente, pois a cor deverá combinar com as cores dessa pessoa. Não há cor melhor ou pior, mais nobre ou menos nobre, o que pode haver é a cor errada para determinado momento.

Por exemplo: costuma-se catalogar o azul como uma cor calmante e quando um paciente se queixa de irritação, nervosismo, costuma-se pensar em alguma cor dentro dos tons de azul. Mas esse paciente pode estar muito desenergizado, tentando superar essa falta de energia e ficando irritado por não conseguir o desempenho que gostaria de ter. Nesse caso, sua necessidade poderia ser de uma cor energética como o vermelho ou o laranja, quando então se acalmaria.

O cromoterapeuta deve ter formação e visão holística e a sensibilidade desenvolvida para utilizar as cores da forma adequada, ativando as energias que estão deficitárias, ajudando na recuperação de células doentes e contribuindo na indução a melhores hábitos mentais que se traduzirão em melhoria da ação, dos hábitos e da conduta, levando à harmonização e à saúde integral.

Cada parte do nosso corpo esta estritamente relacionada com as cores do espectro, portanto, dependendo da moléstia, necessitamos tratar essa parte com sua cor vibracional correspondente. Por exemplo: diabetes usamos o amarelo por sua ação reativadora e renovadora.

Cromoterapia é um tratamento terapeutico baseado em cores que podem ajudar a curar moléstias que se apresentam em nosso corpo físico.

O ser humano e a natureza necessitam da luz do sol para viverem. Sem luz não há vida e dessa maneira, o homem e a natureza recebem a luz solar e esta se decompõe em sete raios principais que são distribuidos por todos os nossos corpos, físico e energético. Se houver desequilíbrio dessas cores, as doenças refletem-se no nosso corpo físico e adoecemos.

A Cromoterapia, através de suas cores energéticas, reestabiliza o equilíbrio do organismo, obtendo-se, portanto, a cura. No tratamento Cromoterápico, podemos utilizar várias técnicas como fonte de cura ou harmonização: luz do espectro solar, luz de lâmpadas coloridas, alimentação natural, mentalização das cores e ainda contato com a natureza. As técnicas descritas aqui, podem ser utilizadas no tratamento das moléstias conforme tabela (na opção “tratamento”).

Luz do Espectro Solar

Para essa técnica utilizamos um copo, garrafa, ou recipiente de vidro transparente, e neste, colocamos água potável, envolvendo-o com papel colorido (na cor recomendada conforme tabela de tratamento).

A exposição ao sol deverá ser de, no mínimo, 4 horas, para que a água possa ser carregada com a energia solar refletida pelo papel colorido.
Deverá ser tomado dois copos de água carregada ao dia, sendo um pela manhã em jejum e o outro à noite antes de dormir. A duração desta técnica de tratamento extende-se até a melhora do sintoma.

Essa técnica também pode ser usada com óleo de amêndoas para massagens locais (apenas uso externo).

Luz de Lâmpadas Coloridas

Nessa técnica utilizamos um bastão com bocal para lâmpada, escolhemos uma lâmpada de 25Watts com a cor estabelecida na tabela de tratamento.

Aplicamos em movimentos circulares, sentido horário, numa distância de 5cm da pele. Essa exposição deve ser por um perído de 5 minutos, uma vez ao dia, até o desaparecimento dos sintomas.

– Aplicação da luz azul para problema muscular

– Aplicação de luz amarela para tratamento do fígado

– Luz azul no tratamento das articulações

– Luz verde para infecções

– Alimentação Natural

Como coadjuvante do tratamento, a alimentação natural tem sua devida importância na harmonização do nosso sistema. Para isso, devemos selecionar alimentos que têm sua cor relacionada com o seu tratamento Cromoterápico. Exemplo: se estiver tratando com a cor amarela, procurar ingerir mais alimentos com essa tonalidade.

Mentalização das Cores

Se você tiver uma certa facilidade em visualizar mentalmente as cores do espectro, poderá ser feita essa mentalização no respectivo local ou órgão pelo prazo de 30 segundos duas vezes ao dia.

Contato com a Natureza

Como nosso corpo físico está estritamente ligado ao nosso campo mental, faz-se necessário que esvaziemos a mente do estresse diário para tanto, o contado com a natureza é uma fonte benéfica para a tranquilização da mente e harmonização do corpo.

Significado das Cores

Vermelho: Ativador da circulação e sistema nervoso (não utilizado)

Rosa forte: Age como desobstruidor e cauterizador das veias, vasos e artérias e eliminador de impurezas no sangue

Rosa: Ativador, acelerador e eleminador de impurezas do sangue

Laranja: Energizador e eliminador de gorduras em áreas localizadas

Amarelo forte: Fortificante do corpo, age em tecidos internos

Amarelo: Reativador, desintegrador de cálculos, purificador do sistema e útil para a pele

Verde forte: anti-infeccioso, anti-séptico e regenerador

Verde: Energia de limpeza, vaso-dilatador e relaxante dos nervos

Azul forte: Lubrificante das juntas e articulações

Azul: Sedativo, analgésico, regenerador celular dos músculos, nervos, pele e aparelho circulatório

Índigo: Anestésico, coagulante e purificador da corrente sanguínea. Limpa as correntes psíquicas

Violeta: Sedativo dos nervos motores e sistema linfático, cauterizador das infecções e inflamações

Reunimos, em uma tabela, os casos de enfermidades mais comuns e sua recomendação de tratamento. Enfermidades e seu tratamento.

Moléstia – Cor

– Indigestão, hepatite, icterícia, fígado, vesícula-biliar, pâncreas, rins, intestinos, espinhas e afecções da pele (Amarelo)

– Asma, bronquite e pulmões (Laranja)

– Problemas sanguíneos, feridas, infecções e cistos mamários (Verde)

– Resfriado, sinusite, infecção do ouvido, estresse, tensão nervosa, reumatismo agudo e articulações (Azul forte)

– Inflamação de garganta, tireóide, prisão de ventre e espasmos (Azul)

– Inflamações dos olhos, catarata, glaucoma, cansaço ocular, epistache (sangramento nasal) e nevralgias (Índigo)

– Incontinência urinária e psicoses (Violeta)

Fonte: Anjos e Cia


O que são Mentores Espirituais

28 \28e junho \28e 2008

Mentores espirituais são os espíritos desencarnados que são os responsáveis, do plano espiritual, pelas diversas atividades que se realizam nas instituições terrenas, especialmente nos grupos espíritas. Estes espíritos, mais evoluídos no conhecimento e no amor ensinado por Jesus, procuram inspirar os encarnados sempre no caminho do bem, de modo que as instituições cumpram os seus objetivos, anteriormente traçados no plano espiritual.